Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Ventos de mudança na Escola de Direito da Universidade do Minho.
Sopraram Ventos de mudança para os lados da Escola de Direito da Universidade do Minho!...
Regozijamo-nos pela mudança e felicitamos os novos dirigentes, desejando aos mesmos, no governo e orientação da ultimamente tão polémica e controversa Escola de Direito da Universidade do Minho, o maior sucesso nas funções em que foram investidos.
Fazemo-lo de uma forma simples mas sincera, com uma também simples e sincera recomendação:
Ser rigoroso e exigente não inviabiliza ser-se justo e humano. Ser intransigente e não quer ver o que nos rodeia e com estas atitudes afectar negativamente os que de nós dependem, não revela humanismo nem sentimentos de justiça!
Acolher os alunos e procurar dentro dos normativos existentes ajuda-los na resolução dos seus problemas não é facilitismo. É sim, assumir com dignidade as tarefas que lhes estão cometidas. É a defesa daqueles que em vós confiam e que por vós se sentem representados. É sim sinónimo de humanismo, é sinónimo de reconhecer o que está constitucionalmente plasmado, a defesa do mais desprotegidos, sobre a égide dos princípios da igualdade e da justiça, por muitos indiscriminadamente e em faustos momentos apregoados, mas infelizmente por poucos praticados!
Aceitem os alunos de Direito como um encargo nas vossas novas tarefas. Tratem-nos, os mais jovens ou os menos jovens, com a dignidade a que têm direito e de que são merecedores, apoiem-nos na resolução dos seus problemas e por certo que terão destes mesmos alunos um inegável e futuro reconhecimento, bem como uma sustentada base de apoio sempre que deles necessitem.
Não virem as costas aos alunos que sentem e esperam em vós alguém que os proteja. Eles são a razão de ser da existência de uma instituição pública ou privada de ensino, eles são a causa do vosso empenho como docentes.
Um bem-haja aos novos dirigentes
Alunos de Direito da Universidade do Minho
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
VALE MAIS QUE TARDE ACEITEM, DO QUE NUNCA O ADMITAM !
Mudanças de comportamento na Escola de Direito da Universidade do Minho?
“Exames Especiais 2007/2008 – autorização excepcional
Licenciaturas em Direito, Engenharia de Sistemas e Informática e Informática de
Gestão
Informa-se que foi autorizada pelo Senhor Reitor, a título excepcional, a realização de exames
especiais aos alunos finalistas dos cursos de Licenciatura em Direito (plano de estudo antigo
79B/C/D e 79A), Engenharia de Sistemas e Informática e Informática de Gestão, sendo
esta a última oportunidade para conclusão da licenciatura, de acordo com o plano de estudos
anterior à adequação a Bolonha.”
Agradáveis são as notícias de que vai ser permitido aos alunos do Curso de Direito dos planos 79 A e 79 B/C/D, poderem terminar os seus cursos nos planos em que iniciaram a sua formação!
O que se terá passado nas cúpulas da Escola de Direito para que houvesse tão radical mudança de posição? Sim, porque é publico que a Direcção da Escola, o seu Presidente e o Director do Curso de Direito eram, e se manifestaram veementemente contra as excepções e as épocas especiais, mesmo que reconhecidamente as mesmas melhorassem o Ranking do sucesso escolar dos alunos de Direito!
Terá sido o reconhecimento de uma realidade, que pela sua intransigência, promovia injustiças, defraudava expectativas e destruía sonhos de alguém, que desconhecendo os distintos defensores da legalidade, com coragem se propunha tirar o curso de Direito naquela Universidade?
Seria um análise aprofundada ou algum parecer jurídico – até porque juristas são as dignas entidades! Que levantou a hipótese de que um Presidente de Escola ou um Director de curso, em consonância com uns serviços académicos que se encaram em si mesmos como intérpretes de normas, não teriam legitimidade para revogar despachos do Exmº. Reitor da Universidade, quanto ao funcionamento dos cursos 79 A e 79B/C/D?
Ou haverá algo que nós não sabemos e que promoveu uma mudança de posição nos Exmº(s). Presidente da Escola e no Director do Curso? Sim porque sensibilidade aos problemas dos alunos afectados, por certo que não foi! Muitos foram os apelos, em diversos momentos e sobre diversas questões, e, todos sabem o modo intransigente como reagiam e como faziam valer as suas posições e as suas decisões!
Regozijamo-nos por esta alteração comportamental. E se a mesma foi por vontade própria, reconhecemos que estão no caminho certo e que é nesse que devem continuar, sobretudo ouvindo as pessoas e os seus problemas, e, sem qualquer interesse pessoal, ajudarem na resolução dos seus problemas. È por isso que são Presidente e Director, para conscientemente gerirem a escola e, simultaneamente criarem e serem merecedores da confiança que os alunos neles depositam.
Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
...
Diferenças
Comentário inserido neste blog, no Post “Alunos da Universidade do Minho discriminados”, sobre as atitudes, comportamentos e tratamento dos alunos noutras faculdades públicas onde se ensina o Direito, comparando com o que ocorre na Escola de Direito da Universidade do Minho
( a aconselhar a sua leitura)
O RANKING NACIONAL DA ENTRADA EM DIREITO
Por se julgar de interesse destacar, transcreve-se o comentário de um ex-aluno da Universidade do Minho.
"De ex-aluno a 9 de Outubro de 2008 às 00:29
PREFERÊNCIA PELO CURSO DE DIREITO DA UNIVERSSIDADE DO MINHO BAIXOU !!!
Não é com orgulho que se transcrevem estes resultados. Contudo, eles são uma realidade, uma realidade que deverá fazer pensar alguém de direito, no que estará subjacente à redução de um entusiasmo que ao longo dos tempos se foi alicerçando e mantendo o curso de Direito ministrado na Universidade do Minho como o mais procurado por alunos dos mais variados cantos do país.
O curso de Direito da Universidade do Minho já não ocupa o lugar que lhe era reservado no ranking dos curso de Direito leccionado nas Universidades públicas !
Universidade do Porto 163.6 ultimo aluno a entrar
Universidade Nova de Lisboa 159.5 “
Universidade do Minho 154 “
Universidade de Coimbra 144 “
Universidade do Lisboa 143.5 “
Será que a causa da baixa no ranking Nacional, tem algo a ver com todos os acontecimentos e comportamentos que ultimamente têm vindo a público, e dos quais se não podem inocentar alguns dos responsáveis da Escola de Direito, assim como alguns dos seus docentes ?
- A saber:
“A perda de confiança de alunos, que vão ao limite de agredirem docentes; as reprovações em massa (metodologia, fiscal I e II, obrigações etc. etc.); docentes que contrariando os regulamentos, não publicam as notas em tempo oportuno e impedem alunos de progredirem na sua vida profissional; docentes que verificam as presenças, fazendo chamada como se no secundário estivessem, marcam faltas pela ausência e quando eles próprios faltam, por afazeres extra-curriculares (julgamentos, acareações etc .etc.), sem comunicarem a ninguém, obrigando os alunos a despesas de deslocações desnecessárias e marcando as aulas de substituição para quando muito bem entendem, e nada acontece; uma direcção de Escola que só decide que os alunos de direito devem ser tratados como os restante, como foi o casos do acesso à época especial, depois de despoletado um movimento colectivo de indignação ”
Será apenas mera coincidência, ou serão factos cuja mensagem vai passando e que leva os potenciais interessados a rumarem a outras paragens ? "
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
Despacho do Exmº. Reitor
Exmos. Senhores
Alunos de Direito
Em resposta ao requerimento apresentado por V.Exa, em 1.9.2008, proferiu o Senhor Reitor da Universidade do Minho o seguinte despacho:
"Autorizo, face aos pareceres apresentados".3.Set.2008
Caso pretenda obter cópia da referida documentação, queira por favor indicar-nos o melhor endereço ou número de fax para o efeito.
Com os melhores cumprimentos
Pela Secretaria da Reitoria
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
Noticia JN
O Jornal de Noticias (JN) noticiou na sua ediçao de hoje a situação de discriminaçao entre alunos na Universidade do Minho, no que concerne ao acesso à proxima época especial de exames.
[Citaçao]
Alunos da Universidade do Minho discriminados
DENISA SOUSA
Os alunos de Direito da Universidade do Minho (UM) enviaram, esta terça-feira, uma carta ao reitor, pedindo-lhe que intervenha com "justiça" num regime de acesso à época especial, que consideram "discriminatório". E sugerem que a falta de igualdade terá sido potenciada pelos directores de curso.
No documento, enviado também para alguns jornais, os estudantes referem-se à possibilidade de aceder à época especial a quatro unidades curriculares semestrais ou equivalentes, "facilidade" que não é extensível a todos. Há 40 cursos abrangidos e cerca de 70 de fora.
Os futuros advogados não aceitam porque já terão sido alvo de discriminações anteriores, nomeadamente, escrevem, quando, há dois anos, foram "excluídos por vontade própria da direcção de curso que, para marcar a diferença, ousou sacrificar os seus alunos, em relação aos restantes".
No ano passado, tudo terá decorrido sem problemas, uma vez que o reitor, "firme na decisão, determinou que a época fosse aberta a todos os alunos sem excepção, cortando a possibilidade de ocorrerem injustiças"., continuam. Ao não acautelar a mesma situação, este ano para a época que decorre durante este mês, os alunos consideram que se abriu espaço à "discricionaridade", deixando nas mãos dos directores todas as decisões.
"Porque ainda é possível evitar este pesadelo para centenas de alunos, que se sentem desprotegidos", a carta pede ao reitor que determine a igualdade, estendendo a toda a academia, "sem qualquer excepção, a possibilidade de se submeter a quatro unidades semestrais ou equivalente".
O JN soube, através da UM, que o assunto foi já encaminhado internamente.
[Fim de Citaçao]
Link para a noticia: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=1008524
Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
A esperança persiste!!!
Resposta do Presidente da Escola de Direito da Universidade do Minho, o Sr. Professor Doutor Luís Manuel Couto Gonçalves, à missiva enviada às diversas entidades:
[Citaçao]
Para vosso conhecimento, envio, infra, o parecer favorável enviado ontem (1/09/2008) ao Senhor Reitor.
O Presidente da Escola de Direito,
Luis Couto Gonçalves
Exmo. Senhor
Reitor da Universidade do Minho
Prof. Doutor António Guimarães Rodrigues
A Escola de Direito e a Direcção do Curso da Licenciatura em Direito, tendo, acima de tudo, em conta o principio da igualdade entre estudantes da mesma instituição, pronunciam-se favoravelmente em relação ao pedido dirigido a V. Exª para que os alunos finalistas do 4º ano (plano de Bolonha) e do 5º ano (plano antigo) possam efectuar até quatro unidades curriculares semestrais ou equivalentes, na época especial de exames de Setembro de 2008.
Com os meus melhores cumprimentos,
O Presidente da Escola de Direito,
Luis Couto Gonçalves
[Fim de Citação]
A luta pelos Direitos!!!
Carta enviada ao excelentissimo Sr. Reitor da Universidade do Minho e a varias entidades:
[Citaçao]
Exmº(s) Sr(s)
Prof.(s) Doutor (s) Docentes da
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Exmº(s) Sr(s) Presidentes dos
Grupos Parlamentares (PS, PSD, PCP, BE, PP)
Exmº(s) Sr(s) Membros do
Conselho Consultivo da Escola de Direito da Universidade do Minho
Para que Vª.(s) Exª(s).tomem conhecimento e porque estamos conscientes de que darão a melhor atenção e por certo sensibilizarão quem de direito, no sentido de evitar a promoção de injustiças, se transmite a situação de discriminação de alunos que ocorre na Universidade do Minho
"
Serviços Académicos
AVISO
ÉPOCA ESPECIAL - 2007/2008
Local de inscrição: Portal Académico (http://alunos.uminho.pt)
Período de inscrição: 04 a 11 de Setembro
Informa-se que foi autorizado, a título excepcional, o acesso à Época Especial do Ano Lectivo de 2007/2008, aos alunos inscritos nos cursos e anos abaixo indicados: Até 4 unidades curriculares semestrais ou equivalentes
Conselho de Cursos de Ciências (...)
Licenciatura em Biologia Aplicada, 2º, 3º e 4º anos
.../... (e a mais cerca de 40 cursos) "
Aos restantes cursos ( aproximadamente 70 cursos), de entre os quais Direito, é aplicado o artº. Nº. 10 do RIAPA ou seja, não é possível candidatarem-se a nenhuma unidade na época especial, apenas aos finalistas, quando a soma dos créditos da unidade curriculares que faltam para a conclusão do seu curso, não exceda um total de 20 créditos. O mesmo que dizer, que em caso algum poderão candidatar-se às 4 unidade curriculares concedidas aos cursos contemplados com a excepção.
A medida configura uma discriminação e a não aplicação de qualquer princípio de igualdade, entre os alunos que frequentam os diversos cursos ministrados na Instituição pública de ensino.
Com reconhecimento
Alunos de direito
Transcreve-se o pedido de intervenção dirigido ao Exmº. Reitor da Universidade do Minho.
"Exmº. Sr.
REITOR DA UNIVERSIDADE DO MINHO
BRAGA
Tem certamente Vª. Exª. Conhecimento da actual e complexa situação de acesso à época especial de exames a decorrer na Universidade do Minho, no próximo mês de Setembro.
O aval dado por Vª. Exª à abertura a 4 unidades curriculares semestrais ou equivalente não foi, por certo, com a intenção de que houvesse alunos de determinados cursos que iriam beneficiar da excepção, e com isto transitarem de ano ou concluírem os seus cursos, enquanto outros, de outros cursos não iriam ser contemplados com tal excepção.
É nossa convicção, que a decisão de V. Exª. Foi tomada com consciência e o firme propósito de que a sua aplicação seria suportada nos mais elementares critérios de justiça, onde a igualdade entre todos os alunos fosse incontestável e em caso algum existissem alunos discriminados.
Todavia, Vª. Exª teve por certo conhecimento, de que há precisamente dois anos, igual situação ocorreu. Houve alunos aos quais foi permitida inscrição a título excepcional a um determinado número de unidades curriculares, havendo outros, como em concreto os alunos de Direito, que foram terminantemente excluídos, não por Vª. Exª., mas por vontade própria da Direcção do Curso de Direito, que para marcar a diferença, ousou sacrificar os seus próprio alunos, discriminando-os em relação aos restantes alunos do próprio concelho de cursos.
No ano transacto, Vª. Exª. Foi firme na sua decisão. Determinou que a época fosse aberta a todos os alunos da Universidade do Minho sem excepção, e, desta forma, cortou radicalmente a possibilidade de que se promovessem injustiças e a discriminação entre os alunos.
Por certo que Vª. Exª. Sabe que a satisfação de muitos professores, e em particular alguns de Direito, não é necessariamente o sucesso dos seus alunos. Efectivamente não se vislumbram razões que aparentemente justifiquem tal comportamento.
Ao não tornar extensiva esta época especial a todos os alunos da U.M. sem excepção, tal como o fez no ano transacto, permitiu Vª. Exª a discricionariedade dos directores dos diversos cursos e, consequentemente, a discriminação de um elevadíssimo número alunos da Universidade do Minho.
Deste modo, e porque ainda é possível evitar este pesadelo para centenas de alunos, que se sentem desprotegidos por alguém que ao longo dos anos lectivos reconheceram como seus mestres e que se deveriam orgulhar pelo seu sucesso, porque reconhecemos em Vª. Exª um temperamento e um espírito de justiça, apelamos para que chame a si a decisão e torne extensivo a todos os alunos da Universidade do Minho, sem qualquer excepção, a possibilidade de se submeter a 4 unidades semestrais ou equivalente na época especial.
Atentamente"
[Fim de citação]
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
Época especial de exames - Discriminação entre alunos da Universidade do Minho
Alunos de Direito mais uma vez discriminados na época especial .
Mais uma vez e após alguma turbulência de final de ano lectivo, com estragos consideráveis provocados pela integração no processo Bolonha, temos a Escola de Direito a negar aos seus alunos a possibilidade de serem iguais aos restantes alunos da Universidade do Minho, no que diz respeito à aplicação das excepções autorizadas pelo Exmº. Reitor e relativamente à época especial que se avizinha.
Constata-se que aos alunos de Direito vai ser aplicado o art. 10º. do RIAPA, ou seja, a possibilidade de apenas se inscreverem a exame quando possuam um total de 20 créditos para concluírem o seu curso, enquanto a outros, e já superiormente aceite, é permitido a inscrição a 4 unidades curriculares ou equivalente, independentemente do valor em créditos de cada unidade curricular.
Esta decisão vem sem dúvida gorar as expectativas de muitos alunos, que sempre consideraram possível efectuar na época especial 4 unidades curriculares semestrais ou equivalente. Assim como configura um desrespeito pelo princípio da igualdade, tão crispadamente defendido pelos docentes de direito, permitindo que na mesma instituição pública de ensino, haja alunos diferenciadamente tratados.
Este é um comportamento que não é novo no caso do Direito da Universidade do Minho, e porque estes comportamentos conduzem a injustiças e prejuízos irreparáveis, julga-se chegada a altura de dizer – BASTA!... Basta de tratamento diferenciado entre os alunos da mesma instituição pública de ensino! As excepções abertas devem contemplar todos e sem exclusão, os estudantes da Universidade do Minho.